“Ler Por Aí – da leitura à criação artística” | Apresentação dos trabalhos

É certo que já há alguns dias os alunos se encontram a gozar as merecidas férias. Também é certo que a professora bibliotecária, neste final de ano letivo, esteve mais focada a tratar de assuntos um pouco mais burocráticos, pelo que não teve oportunidade de publicar alguns conteúdos neste blogue.

Certo é também que não poderia deixar de partilhar a apresentação dos trabalhos relativos à iniciativa “Ler Por Aí – da leitura à criação artística”, desenvolvida ao longo do 3.º período pelos alunos do 2.º ciclo, no âmbito do projeto “aLer+: criar e partilhar”.

“Ler por Aí – da leitura à criação artística” é um projeto de articulação curricular entre as disciplinas de educação visual, educação tecnológica e português, que consiste na conceção, desenvolvimento e criação de objetos artísticos, a partir da leitura de livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura. Este ano, incidiu sobre a leitura de textos biográficos relativos a personalidades que se notabilizaram em diferentes áreas (Literatura, Arte, História, Direitos Humanos…), recriação do retrato dessas personalidades em ET e EV e apresentação oral do trabalho realizado, na área disciplinar de português.

Num formato interativo, apresentam-se os trabalhos efetuados para que possam ser apreciados!

[Clicar sobre a imagem para visualizar.]

“Os Robots invadiram a nossa escola” | Exposição

Encontra-se a decorrer, até ao dia 8 de julho, na biblioteca da EBACO, a exposição “Os Robots invadiram a nossa escola”, onde se reúnem os trabalhos realizados pelos alunos do 2.º ciclo, no âmbito da disciplina de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).

Aquando da visita à exposição, os alunos são convidados a participarem num conjunto de atividades dinamizadas pela professora de TIC, Aida Meira, bem como a apresentarem os robots que construíram na sequência das aulas dedicadas ao desenvolvimento do pensamento lógico, computacional e à resolução de problemas, fazendo uso dos recursos disponibilizados pela plataforma (portuguesa) de ensino de programação, UBBU.

Quem, nestes dias, tem passado pela biblioteca não consegue ficar indiferente à criatividade dos nossos alunos. E se tiver a felicidade de assistir à apresentação dos trabalhos pelos alunos, quiçá futuros engenheiros de robótica, só com grande dificuldade conseguirá conter a vontade de aplaudir.

Parabéns aos alunos e à professora que os orientou!

#leituraspartilhadas88

[Fotografia de Marina Aguiar, disponível em https://olhares.com/mar-portugues-foto3557167.html]

O poema “Mar Português” foi publicado em 1934, juntamente com os outros quarenta e três poemas do livro “Mensagem”, escrito por Fernando Pessoa, um poeta português que nasceu em 1888, em Lisboa, e morreu em 1935, também em Lisboa. Viveu parte da sua vida nessa mesma cidade.

O tema deste poema são os Descobrimentos Portugueses. Na primeira estrofe, o sujeito poético aborda a morte dos navegadores portugueses e o sofrimento daqueles que eram deixados em terra. Na segunda estrofe, fala-se sobre a esperança do ser humano, do sofrimento, da coragem e das duas facetas do mar.

Do nosso ponto de vista, o poema “Mar Português”, de Fernando Pessoa, é um poema triste uma vez que retrata o sofrimento daqueles que eram deixados em Portugal pelos navegadores. Passa também uma mensagem de coragem quando se fala das alturas em que os navegadores enfrentavam a aventura e se enchiam de coragem e esperança quando velejavam em alto mar. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena” expõe um excelente lema de vida que diz que nada é impossível se tivermos coragem, esperança e força.

Gostamos bastante deste poema e achamos que todos os portugueses deviam conhecê-lo, já que fala de uma das mais importantes etapas da história do nosso país.

Ana Abreu e Laura Eiras (7.º ano)

#leituraspartilhadas87

“As Gémeas de Auschwitz” é uma obra escrita por Eva Mozes Kor em conjunto com Lisa Rojany Buccieri, que se tornou um bestseller internacional.

O livro conta-nos a história das gémeas Eva e Miriam que, juntamente com as suas duas irmãs e os seus pais, foram enviadas para um campo de concentração nazi durante a época da Segunda Guerra Mundial.

Pelo facto de serem gémeas, foram levadas para um local no campo onde eram realizadas experiências em todos os pares de gémeos pelo doutor Mengele.

O seu objetivo era descobrir o segredo por trás dos gémeos e, por isso, realizava todo o tipo de testes que tinham consequências na saúde de quem era testado. Miriam é uma das vítimas, pois as experiências fizeram com que os seus rins não se desenvolvessem e ficassem com o mesmo tamanho de quando chegou ao campo com oito anos e, por isso, mais tarde veio a falecer com problemas nesse órgão.

Considero este livro uma obra que deve ser lida por todas as gerações, pois fala de um tema importante como o Holocausto que é importante ser relembrado para que não aconteçam, no futuro atrocidades, como estas. Achei o livro chocante em alguns momentos por toda a crueldade que é retratada mas, ainda assim, importante.

Um outro aspeto que considero positivo neste livro é sua linguagem simples que nos prende à história e nos dá uma descrição completa de tudo o que as gémeas viveram e presenciaram. Também me impressionou a forma como a autora consegue fazer-nos sentir emocionados ao longo de toda a história.

Concluindo, recomendo esta obra pela importância que o seu tema tem e por todos os outros argumentos que referi.

Patrícia Ramos (9.º ano)

#leituraspartilhadas86

“Os sete maridos de Evelyn Hugo” é um romance de ficção histórica e psicológica, publicado a 13 de junho de 2017, pela autora americana Taylor Jenkins Reid.

Este livro apresenta-nos a história de uma das maiores atrizes de Hollywood que, já perto dos seus 80 anos, decide finalmente contar tudo sobre a sua vida cheia de glamour e de muitos de escândalos. Para o fazer, esta escolhe a escritora e jornalista Monique Grant que está ainda no início da sua carreira e, por essa mesma razão, todos ficam surpreendidos, incluindo a mesma. Qual a razão que poderia levar uma das maiores atrizes de Hollywood a escolher tal pessoa para escrever a história da sua vida?

Monique, claro, aproveita a oportunidade para progredir na sua carreira, registando tudo sobre a vida de Evelyn com fascínio e admiração. Da chegada a Hollywood, no início da década de 1950, à decisão de abandonar o mundo do espetáculo trinta anos depois, incluindo, os seus sete casamentos, a vida de Evelyn é repleta de ambição desmedida, amizades improváveis e um grande amor proibido.
No decorrer da história de Evelyn e, quando esta está próxima do final, torna-se evidente que a sua vida está ligada à de Monique de uma forma trágica.

Eu gostei de ler este livro, pois ele aborda muitos temas importantes que que estão presentes na nossa sociedade atual: o aborto, o abuso psicológico, a homofobia, a violência doméstica, a negligência familiar e o alcoolismo. Para além de todos estes temas, o livro consegue prender-nos e causar variados sentimentos. Recomendo o livro a toda a gente acima dos treze anos, pois contém algum conteúdo de violência, mas, tirando esse aspeto, penso que ele pode agradar um pouco a toda a gente.

Ana Luísa (8.º ano)

Comentário | Mafalda Eiras

A imagem apresentada retrata algo bastante significativo para a sociedade atualmente: os ecrãs e as tecnologias.

Hoje em dia, a aprendizagem e o conhecimento aparentam depender das tecnologias; o Homem foi à Lua graças à evolução da tecnologia, mas anteriormente as fontes de conhecimento eram os livros e, de certa forma, esse estereótipo mantém-se para algumas pessoas, uma vez que a literatura continua e continuará a ser um dom do Universo. E penso que é exatamente isso que a imagem tem como propósito transmitir: a ideia de que os livros são como uma espécie de telhado de papel que nos protege, não da chuva, mas sim das deceções da vida.

Os livros transmitem-nos diferentes lições de moral de maneiras distintas  e a missão do Ser Humano é decifrá-las de forma inteligente e eficaz; quando se lê um livro cabe-nos uma tarefa ainda maior: colocar todo o conhecimento que obtivemos em prática.

Na imagem é possível observar que o jovem que se encontra sob o livro está inteiramente absorto de qualquer distração ou aparelho eletrónico; logo, assim que “entramos” dentro de algo tão precioso, é difícil voltar a sair e os livros são capazes de nos envolver de forma surpreendente e agradável;  a imagem retrata esse lado mágico, acolhedor e afável dos livros, que têm a habilidade de transformar todas as inseguranças e tristezas que habitam em nós em gargalhadas ou até mesmo sentimentos de conforto.

Para concluir, esta ilustração revela de forma subliminar a capacidade que os livros têm de absorver tudo aquilo que são deceções, cicatrizes e mágoas causadas pela vida e pela sociedade.

Mafalda Eiras (7.º ano)

#leituraspartilhadas85

O livro “A história de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar” é da autoria de Luís Sepúlveda, escritor chileno, nascido a 4 de outubro de 1949, em Ovalle, uma pequena aldeia no Norte do país, e faleceu a 16 de abril de 2020 nas Astúrias, Espanha, vítima daquele que foi o primeiro caso diagnosticado de Covid-19 naquela região. O livro foi pulicado em 1996 (1.ª edição), escrito originalmente em castelhano.

Este livro é uma fábula cujas personagens são gatos e gaivotas. É a história do Zorbas, gato grande, preto e gordo, que mora numa casa perto de porto de Hamburgo. Numas férias, Zorbas fica em casa, sozinho, a apanhar sol na varanda, quando lhe cai ali, mesmo à sua frente, uma gaivota moribunda.

A ave, depois de ser apanhada pela maré negra, perde-se do seu bando e o seu último destino é a varanda de Zorbas. Porém, antes de morrer, põe um ovo e faz três pedido ao grande gato: este deverá tomar conta do ovo e não o comer e ensinar a gaivotinha a voar. Zorbas concorda, sem se aperceber da grande responsabilidade que era educar uma pequena ave.

A personagem que se mais destaca na história será o gato Zorbas, por causa do seu jeito especial de fazer as coisas. É enternecedora a relação que ele mantém com os outros gatos e com a gaivota. Acima de tudo, Zorbas representa as pessoas que mantêm a sua promessa até ao fim e olham para ela com muito respeito e responsabilidade.

O livro “A história de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar” despertou-nos muito interesse, porque aprendemos várias coisas, entre elas o valor da amizade e da união. Esta fábula demonstra-nos o amor, a coragem e a persistência, presentes em todos os gatos da obra.

Gostamos bastante da obra e da mensagem que transmite. Mostra-nos de forma clara que a igualdade e a amizade podem estar acima de tudo. Zorbas foi solidário e poderia não o ser, mas mostrou ser um bom gato e superar as diferenças.

Marta Rua e Rita Santos (7.º ano)

Festival do Cinema Francês

A biblioteca escolar acolhe, entre 17 e 23 de junho, o Festival de Cinema Francês, uma iniciativa promovida pela professora Daniela Pereira e pelos seus alunos.

O programa desta atividade, que tem como objetivo promover a língua e a cultura francesas, além da exibição de filmes franceses, no auditório da escola, integra uma exposição de trabalhos dos alunos alusivos à sétima arte francófona, galeria de fotografias de atores franceses e, ao jeito de Cannes, sessões de fotografia na passadeira vermelha por onde podem “desfilar” todos os que visitarem a biblioteca escolar neste período.

Em simultâneo, a comunidade educativa é convidada a testar os seus conhecimentos sobre alguns aspetos do cinema francês, respondendo a um pequeno Quizizz.

Junta-te a esta iniciativa e participa nesta festa do cinema francês da tua escola!

#leituraspartilhadas84

No livro “Simon Bloom, o guardião da gravidade”, de Michael Reisman, é-nos apresentada uma ideia que julgo que pode ser explorada ilimitadamente: uma ordem com posse de livros que controlam diferentes conceitos. Todos estes conceitos são bem explicados e relacionados com a ciência.

No livro, Simon Bloom, um miúdo normal do sexto ano, encontra o Livro Física – Edição do Professor, um dos livros mágicos que contém todas as fórmulas para se controlar as leis que governam o universo! Lendo as fórmulas em voz alta, ele consegue mudar a força da gravidade de modo a flutuar no ar, sem peso, diminuir o atrito para poder patinar em qualquer superfície…! Mais tarde, Simon encontra-se com o próprio Narrador que narra a história, o que é um aspeto bem interessante.

Julgo que, na verdade, as personagens adultas da história estão muito mal construídas já que parecem crianças temperamentais, sarcásticas e desagradáveis, além do humor do livro ser um fracasso.

Mais tarde, Simon percebe que está a ser perseguido por forças do mal empenhadas em alcançar o controlo das fórmulas que farão tudo para as conseguir; logo, Simon e os seus amigos têm de usar os seus talentos e a magia da ciência numa batalha galáctica pelo Livro e pelo futuro do universo. Uma destas forças do mal é Sirabetta, personagem que considero interessante e que podia ser mais bem explorada.

Concluindo, o livro é bom e recomendo-o. Apesar de as personagens estarem muito mal construídas, a história em si é excelente.


Henrique Capitão (7.º ano)