Erasmus Days | #atividades4

Ainda no âmbito da comemoração dos Erasmus Days, em Educação Musical, sob orientação da professora Filomena Oliveira, além de sessões de canto e percussão, foi promovida a atividade “com a música sentimo-nos livres”, a qual deu destaque a esta forma de arte como elemento unificador das nações e culturas.

#leituraspartilhadas47

Miguel Torga, um dos mais salientes escritores portugueses do Século XX, mostra-nos muitos caminhos como o da vontade férrea, a coragem (até desenfreada) nos empreendimentos mais complicados, a clara noção de que existe um percurso coletivo dependente da intervenção de cada um de nós, ora construindo um mundo melhor, ora arrasando o que temos. 
Personagem bifacetada, o Sr. Ventura vai ao encontro de mundos longínquos, de peito aberto para o conhecimento de novos povos e modos de vida (por vezes, bem questionáveis). E, do seu Alentejo, parte jovem para enfrentar “o que der e vier”. E lá vai ele nos surpreendendo ao longo de todo o livro com aventuras mirabolantes, umas fruto da ambição, outras de impulsos inusitados, algumas dos mais profundos instintos e da paixão. Não se pode deixar de frisar momentos de arrebatada sensibilidade, como quando encontra um conterrâneo que nunca tinha visto, dono de um restaurante em Pequim, e com quem estabeleceu uma amizade inquebrável e comovente. Deslumbra a sua prestabilidade e aptidões das mais variadas, por emergirem de um homem analfabeto, sem formação específica, proveniente da miséria e de um Alentejo avassalado pela fome. Mas estabelece contactos com todo o tipo de gente, desde traficantes de droga até ministros. Negócios duvidosos, acordos questionáveis, uma paixão indomável por uma mulher que o traiu, um comovente carinho por um filho com quem pouco conviveu… E uma inegável e impressionante capacidade de compreender e perdoar. E nestas 150 páginas do livro  vamos deambulando por Macau, pelas partes mais insólitas da China, atravessamos a Sibéria de comboio. Até que um dia voltamos a ver o Alentejo! Mas o Miguel Torga também disse do sr. Ventura: “…Ventura, um tipo do Alentejo, marcado por línguas de solidão na alma.”
E desta mistura de ações impetuosas com sentimentos plenos de bondade, fiquei com a forte sensação de que o mundo é mesmo para ir conhecendo devagarinho e com prudência, desde que não se demore demasiado tempo.

Margarida Afonso (Professora) 

Erasmus Days 2020 | #atividades1

 

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No âmbito da comemoração do Erasmus Days, a escola promoveu a realização de várias atividades, que passaram pela escrita de frases, testemunhos e poemas sobre o que e é ser europeu e pela elaboração de trabalhos gráficos. Em Educação Visual e sob orientação do professor Rui Santos que, previamente, abordou a temática da preservação da identidade e diversidade europeia, o Erasmus Days foi assinalado com a realização de trabalhos utilizando a linguagem visual: partindo do grafismos do cartaz oficial do evento, os alunos criaram desenhos, explorando a linha, o ponto, a textura, a cor e a mancha.

Erasmus Days 2020

A Escola Básica António Correia de Oliveira associa-se à iniciativa europeia #Erasmusdays destinada a promover o Programa Erasmus+ em todo o mundo e a dar visibilidade às atividades organizadas pelos beneficiários do programa.

São três dias de celebração, partilha de experiências, promoção e valorização dos benefícios que a Europa oferece através do programa Erasmus+, numa verdadeira dinâmica à escala europeia.

No âmbito dos projetos Erasmus em desenvolvimento na escola, “Do Best with Waste“, “Follow the Waves of Music Around Europe“, “Read to Animate“, “Smart School for Smart Age” e “Eat healtier, live for the best“, estes dias serão assinalados com atividades em contexto de sala, exibição de filmes e partilha de testemunhos. Pretende-se, deste modo, dar a conhecer os projetos que estão em implementação e o respetivo impacto na escola e na comunidade escolar.

Outubro, mês das bibliotecas escolares

“O tema do MIBE 2020, Descobrir caminhos para a saúde e o bem-estar com a biblioteca escolar, baseia-se no Objetivo do Desenvolvimento Sustentável número 3 da Agenda 2030 da ONU: Saúde de qualidade. Questão central na atualidade, o tema leva-nos a refletir sobre a relação entre o conhecimento e a construção de uma visão holística do ser humano no mundo. A biblioteca escolar, assumindo a missão de servir a comunidade, é convidada a celebrar neste mês os caminhos que vai descobrindo para ajudar a promover a saúde e o bem-estar ocupacional, emocional, físico, espiritual, intelectual e social das crianças e jovens.”

Fonte: https://www.rbe.mec.pt/np4/2614.html

Como ajudar o seu filho a ter sucesso…


Nós, como pais, procuramos sempre o melhor para os nossos filhos. Se possível, dar-lhes um futuro melhor do que o nosso presente. E se vos dissermos que, como pais, vocês podem influenciar diretamente o futuro dos vossos filhos com uma simples atividade?

Incentivem os vossos filhos a ler!

A evolução da capacidade de leitura enquanto criança tem um impacto direto no seu sucesso económico futuro e na sua inteligência.

Segundo alguns estudos nacionais*, 87% das pessoas incentivadas a ler em criança têm hoje um nível de instrução superior. Ao mesmo tempo, crianças sem hábitos de leitura revelam hoje, como adultos, “sérias dificuldades de processamento da informação escrita, que lhes diminuem a capacidade de participação na vida social, em planos como os do exercício da cidadania, as possibilidades profissionais e do acesso à cultura”.

Para além de melhor e maior escolarização, pessoas que leram em crianças têm melhores capacidades de sociabilização e empatia porque desenvolveram a “habilidade de entender melhor os outros”**.

Simultaneamente, a leitura permite melhorar a articulação de discurso e a capacidade de argumentação, tão necessários numa entrevista de emprego e na vida profissional.

Cientistas da universidade Carnegie Mellon descobriram que ler, nas idades entre 8 e 10 anos, ajuda a despertar e desenvolver a inteligência***, ativando várias áreas do cérebro e respetiva conectividade entre elas.

Concluindo, baseando-nos em estatísticas e estudos, ao incentivarem os vossos filhos a ler estão a contribuir para o seu sucesso profissional, social e cultural.

* Estudo nacional de literacia realizado por Ana Benavente, “A Literacia em Portugal: Resultados de uma Pesquisa Extensiva e Monográfica”; estudos do Plano Nacional de Leitura

** David Comer Kidd e Emanuele Castano, New School for Social Research, Nova Iorque (https://science.sciencemag.org/content/342/6156/377.abstract?sid=f192d0cc-1443-4bf1-a043-61410da39519)

*** Carnegie Mellon, 2009 (https://www.cmu.edu/news/archive/2009/December/dec9_brainrewiringevidence.shtml)

Fonte: “Como ajudar o seu filho a ter sucesso profissional e social no futuro?”, disponível em; https://blog.clubedeleytura.com/blog/c2ad4bdb-6134-4f05-b4c4-e95e9e4f2227; acedido a 30/09/2020

#leituraspartilhadas46

Coleção «Viagens no Tempo», de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Duas apaixonadas pela sua profissão de professoras, pela língua e História do seu país. Em dupla escreveram a sua primeira coleção infantojuvenil – «Uma Aventura», que encantou crianças e adultos.

Hoje, falaremos da sua coleção «Viagens no Tempo», que, se já muitos a conhecem, outros se espera venham a lê-la com aquele entusiasmo que… até faz esquecer a hora de certos hábitos.

Pois bem, sabemos que ainda não se produziu a tecnologia que nos permita movimentarmo-nos para trás ou para a frente no tempo, embora encontremos esta ambição muitas vezes em livros de ficção científica e no cinema, não é verdade? Entretanto, viajemos com a ajuda da imaginação destas duas escritoras, que nos transportam no tempo e para espaços incríveis!

Então vamos lá ver: quem resistirá, por exemplo, a uma visita à corte de D. Dinis? A Ana e o João, dois queridos irmãos, lá partiram na máquina do tempo da «Associação Internacional das Viagens no Espaço e no Tempo» e valeu bem a pena: uma festa num castelo medieval, uma caçada com falcões e… uma aventura mirabolante com uma bruxa! E em quantos outros lugares e séculos passados estiveram, vivendo experiências tremendamente agradáveis, mas também perigosas! Até à peste negra sobreviveram na Idade Média, ajudando, como podiam, a combater consequências desta terrível doença, que matou milhares de pessoas e despovoou aldeias e campos. Aí envolveram-se numa aventura emocionante com uma quadrilha de ladrões que assaltavam as casas.

Mas as aventuras e encontros felizes e engraçados voltam constantemente à vida de João e Ana. Podemos acompanhá-los à Ilha da Madeira, em contacto com descobridores destemidos, paisagens e vegetação deslumbrantes! E ao Brasil, num período em que as suas riquezas já foram procuradas por vários países europeus há mais de cinco séculos!  E que deslumbramento o Oriente, de onde chegavam a Lisboa barcos «…trazendo gente de outras cores, bichos estranhos, coisas exóticas…»! E partir ao encontro de África…! E da Índia! E o ocidente da Europa! E Lisboa na semana e no dia do terramoto de 1755, a que Ana e João também sobreviveram!

Coragem, espírito de aventura e uma fortíssima capacidade de autocontrole, pois, além de tudo o mais, tinham que fazer um  enorme esforço de não deixarem as pessoas desses tempos saberem o que ia acontecer, mesmo que fosse uma catástrofe natural! Era esse o compromisso a que tinham que obedecer, como lhes ensinara o velho amigo cientista, o Orlando – «Todos podemos fazer alguma coisa por um mundo melhor. Mas cada um deve agir no seu próprio tempo. Deve agir no presente e pensar no futuro!»

E está nas vossas mãos a construção desse mundo melhor. Boas leituras.

 

                                                                        Margarida Afonso  (professora)

Voz aos nossos alunos…

“A minha vinda para Portugal” é um relato, na primeira pessoa, de uma aluna de nacionalidade brasileira, a Ana Laura, que, desde finais do segundo período do ano passado, frequenta a nossa escola. As suas palavras revelam o turbilhão de emoções vividas, associadas à dor da partida e às mudanças inerentes ao início de uma “nova” vida num país diferente e num distante continente. As suas palavras também evidenciam a importância do carinho, do cuidado e da amizade daqueles que acolhem, grande contributo para apaziguar medos e inseguranças e facilitar a integração numa nova realidade.

Impossível não sentir uma profunda empatia pela Ana Laura e por todas as crianças e jovens que acompanham as famílias na aventura de iniciar uma nova vida num outro e distante país. Votos de que sejam muito felizes!

(Texto publicado na edição de agosto do jornal “Farol de Esposende”.)