Nobel da Literatura 2010: Mario Vargas Llosa

                                                                              

       

              Mario Vargas Llosa é o prémio Nobel da Literatura 2010. O JL publica uma entrevista com o escritor peruano, realizada em 2003, pelo lançamento do seu livro O Paraíso na Outra Esquina.

              A Academia do Nobel destacou, na obra de Vargas Llosa, “a sua cartografia das estruturas do poder e as suas afiladas imagens da resistência, rebelião e derrota do indivíduo”.

Podes conhecer melhor este autor e ler a entrevista publicada pelo JL aqui.

Mario Vargas Llosa em entrevista à RNW, em Novembro de 2009.

Via: Caldeirão Voltaire

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Alberto Manguel: “Estamos a destruir o valor do acto intelectual”

(Fotografia: Rui Gaudêncio)

E-books, hábitos de leitura e escrita, literatura, consumo, aprendizagem e bibliotecas são pontos focados na entrevista a Alberto Manguel, ensaísta e escritor de ficção,  disponível no sítio do Público.

Na entrevista, o autor do reconhecido livro Uma História da Leitura revela as suas opiniões acerca dos livros e da leitura, bem como as tendências futuras.   Leia a entrevista na íntegra aqui!

(via Blogoteca)

Morreu Matilde Rosa Araújo

A escritora Matilde Rosa Araújo, que morreu hoje aos 89 anos, ficará para sempre ligada à docência, à literatura infantil e à defesa dos direitos das crianças numa longa e premiada carreira literária.

Nascida em Lisboa em 1921, Matilde Rosa Araújo licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, e foi professora do ensino técnico profissional em várias cidades do país. Foi também professora do primeiro curso de Literatura para a Infância, na Escola do Magistério Primário de Lisboa. Foi autora de livros de contos e poesia para adultos e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças – como O Sol e o Menino dos Pés Frios, História de uma Flor e O Reino das Sete Pontas. Dedicou-se intensamente à defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos com actividade nesta área, como a UNICEF em Portugal.

Pode ler um artigo sobre a autora na Notícias Magazine, publicado em Junho de 2007, aqui.

Feliz Ano Novo!

Não, não há engano! Apesar do filme ter sido realizado para celebrar a entrada em 2009, não resisti a divulgá-lo. É lindo!

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Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo,  remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo

até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?)

Não precisa

fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumadas

nem parvamente acreditar

que por decreto de esperança

a partir de Janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade,

extraído do livro Discurso de Primavera e Algumas Sombras


FELIZ  ANO  NOVO!


O LIVRO NEGRO DAS CORES

O  tão aguardado novo  livro da Bruaá chegou! O Livro Negro das Cores, de Rosana Faría e Menena Cottin!

Trata-se de mais um maravilhoso livro desta editora, que sempre nos surpreende com as suas opções .

A nossa escola orgulha-se de conhecer pessoalmente o tradutor e editor Miguel Gouveia, que, aquando da sua visita o ano lectivo passado, nos deu a conhecer autênticos tesouros, livros de beleza e sensibilidade  extraordinárias,  como é o caso de O Livro Negro das Cores. Vários alunos e professores da nossa escola  tiveram o privilégio de ler, tocar, conhecer este livro  na sua versão original,  bem como muitos (TODOS!!!, parece-me,  a pedido do corajoso Hélder!) dos que constavam da mochila do Miguel,  carregadinha  de fantásticos  livros!

Obrigada, Bruaá! Obrigada,  Miguel!

A subtileza deste livro demonstra a beleza da percepção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a reflectir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Exceptuando o texto, todo o livro é negro. No entanto, as ilustrações em alto relevo e o texto em braille, permitem experimentar as texturas e jogar com as descrições poéticas das cores. (Fonte: Bruaá)